
”Dessa vez, confesso, nem é você. Os problemas agruparam-se todos em mim. Sensível num nível que sofre picos. Altos e baixos. Humores e rancores. Todos os fatores ligados a mim mesma, me mostraram que quem está errada, de fato sou eu. Numa decadência anormal senti que meu tempo está ficando curto. Minhas alegrias caindo, felicidade já não mais ao topo, amores á parte. A tristeza vai tomando conta de modo em que eu já não tenha mais condições a levantar-me. Sorrir e continuar. Levantar e ficar de pé. Eu preciso achar algo em que eu consiga renascer, algo que não seja para meu declínio, obviamente. Sempre ouvi rumores por ai, espalhados em uma página de jornal ou até mesmo saídos de uma boca que a felicidade depende de nós mesmos. Então eu me pergunto se o meu esforço não é o bastante. Eu preciso de alguém? Não. Eu não necessito de ninguém, a não ser de mim mesma. Minhas memórias contradizem ao meu presente. Vou já tomar prevenções para o futuro mas antes devo pensar no hoje em que vivo. Na realidade, que para muitos é boa. Muitos enganados, isso sim. Preciso de segurança. Aliás, auto-segurança. Vontade que faça com que o meu corpo tenha energia. Ou então […] Não. Eu não quero que você me entenda. Apenas tenha cuidado e compreensão diante de mim. Resolva sua vida que eu já tenho problemas de mais. Esse pouco tempo que tenho, já não tenho mais capacidade para aproveita-lo. Aproveitar de modo em que não seja com besteiras. Ainda bem que nem sou tão rebelde. Defeitos que enchem o meu corpo da cabeça aos pés, contando qualidades. São conceitos, que quando acumulados se tornam apenas um peso. Não acrescentam nada, além disso.”



A verdade é que eu não peço para ser entendida, na verdade nem eu me entendo e isso dói, não saber como lidar com a bagunça que esta meu coração e minha cabeça, e o pior de tudo? Eu não consigo mais chorar, acho que já esgotei minhas lágrimas em várias noites acordada abraçada em meu travesseiro por sentir falta de abraços de pessoas que disseram nunca me deixar e hoje nem um simples ‘0i’.Alías peço desculpas a todos que infernizei por longas horas, tentando explicar a minha confusão que nem eu sou capaz de entender mas as vezes eu preciso desabafar, preciso de um ombro amigo, de alguém ao meu lado.Essa minha pose de forte esta me desgastando, sinto vontade de deitar no colo de alguém e só chorar mesmo que não resolva nada, preciso aliviar meu coração.Afinal ninguém é de ferro, e obrigada a ser forte o tempo todo.